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OS MÁRTIRES QUE SACRIFICAM A SUA VIDA POR aMOR A JESUS CRISTO, CONTINUAM EM NOSSOS DIAS

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Foi nos dias 24, 25 e 26 de março de 1975, que a jovem Maria Antónia (Tóna) Guerra de Pinho, participou no 27º Convívio Fraterno, nessa altura com 17 anos, realizado no Seminário das Missões em Cucujães, num grupo de 53 participantes.
Como todos os participantes também ela se entusiasmou pelo grande Amigo Jesus Cristo por quem se foi deixando seduzir e apaixonar, começando a sentir que Ele queria dela uma maior entrega a Ele e aos outros.
Assim começou a sentir o chamamento de Cristo para a vida religiosa, Jovem extrovertida manifestava ame grande alegria e onde ela estava, todos se sentiam bem com a alegria e a paz que transmitia.
Ao fim de 4 anos de dúvida, de incertezas e de questionar-se sobre a sua vocação, o seu chamamento dizendo, como Maria, o seu «SIM » ao Senhor, ingressando , aos 21 anos, em abril de 1978 na Congregação das Servas de Maria Ministras dos Enfermos
Ao fim de 40 anos de consagração e dedicação aos doentes, aos marginalizados, aos que sofriam no corpo e na alma: Como escreve, “ela era a mão consoladora de Deus para animar, confortar, fortalecer e curar .... Que missão bela e maravilhosa?!...»
Foi no exercício dessa missão bela e maravilhosa que a Irmã Tóna, quando regressava da Eucaristia onde fora fortalecer o seu AMOR , no dia 8 de setembro , que dando generosamente e em coerência com a sua vida de religiosa «boleia» no carro em que seguia a um «marginal» que bem conhecia e que tentava ajudar. Aproveitando essa ocasião, para abusar dela que, na defesa da sua castidade e dos seus votos de consagração a Cristo, resistiu à tentativa do seu carrasco que a sufocou até à morte.
Participou nas equipas coordenadoras de 2 convívios da diocese do Porto (cidade) e em um da diocese de Aveiro.
A irmã Tona, como por todos era conhecida, aos 60 anos levou e seu amor a Jesus Cristo até às últimas consequências na defesa da sua consagração na vida religiosa.
Num dos seus testemunhos escritos em maio de 2006 neste jornal, ela dirigindo-se aos jovens, sobretudo convivas, pedia: «TU JOVEM, QUE SENTES O APELO DE DEUS CONVIDANDO-TE A SEGUIR JESUS CRISTO, NÃO HESITES!... SEGUE-O COM A DETERMINAÇÃO DOS APÓSTOLOS QUE, IMEDIATAMENTE, DEIXARAM AS REDES, DEIXARAM TUDO PARA O SEGUIR. PODEIS CONTAR COM A CERTEZA DA MINHA ORAÇÃO!...»
A partir de agora não contamos mais com a oração, mas com a INTERCESSÃO da nossa querida Irmã Tóna, agora no Céu, contada no número incontável dos mártires desta Igreja, de todos aqueles que, através destes mais de 2 mil, levaram o seu amor a Jesus Cristo até darem a vida por Ele.
Seguem alguns testemunhos escritos por ela neste jornal e dedicados aos convivas:

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O Despertar da Vocação
«Senhor, Tu seduziste-me e eu deixei-me seduzir» (Jer. 20, 7).
Alguém me pediu um pequeno testemunho sobre a minha vocação. Faço-o com muito gosto, porque cada vez que recordo o benefício que o Senhor me fez, chamando-me, sinto nascer em mim um hino de alegria e ação de graças.
Aos dezoito anos fui a um Convívio Fraterno só com a curiosidade de ver o que nele se realizava; no segundo dia o Convívio Fraterno já não era apenas curiosidade: em mim começou uma certa inquietude, uma «chamada» …
Assim se passaram meses e até anos... Entretanto ia perguntando a mim mesma como havia pessoas que sacrificavam a sua vida dedicando-se ao próximo. Ao mesmo tempo sentia um certo receio ao pensar nos sacrifícios da vida Religiosa...
Como pode ser que eu tenha desejos de me dedicar ao serviço de Deus se não for porque Ele me chama?
Não pude resistir mais. E, num arranque de generosidade, fui falar com o meu Pároco para que me indicasse alguma Congregação que trabalhasse com enfermos, velhinhos ou pobres...
Preparei tudo para o ingresso na Congregação das «SERVAS DE MARIA». Depois de dar um adeus generoso a tudo, cheguei à porta do Noviciado, lugar onde reina a paz e a alegria.
Queridos(as) amigos(as), cada um de nós tem uma «história». Deus chama de distintas maneiras.
Um abraço em Cristo da Tona Guerra (do 27.º C. F.)
Religiosas «Servas de Maria»
Plaza de Chamberi, 7
Março de 1980

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O Senhor Chamou-me
«O motivo desta carta é para comunicar-lhes a minha profissão solene na vida religiosa. Depois de ter permanecido no Instituto das Servas de Maria este tempo de noviciado, posso dizer que me sinto feliz. Feliz por ter encontrado o AMOR na minha vida. E agora desejo entregar-me a Ele, para que Ele me consagre, me faça sua, me dedique exclusivamente ao seu serviço por meio da Profissão Religiosa. Creio não ignorar as minhas dificuldades desta vida!...
Se me pede que seja humilde, caritativa, desprendida, abnegada, alegre… e tudo isto comporta uma renúncia, uma doação total um – porque não hei-de dizer? – morrer dia-a-dia para mim, estou disposta para a imolação da caminhada.
Vou fazer um voto de castidade. E este voto exigir-me-á muitas vezes a solidão do coração, porque nascemos para amar e ser amadas e esta renúncia me é muito dolorosa. Mas Cristo, que me ama, só Ele me pode ajudar nessa solidão humana!... toda a minha vida fica pendendo deste AMOR que brotará num Amor universal, dado a todos os homens!...
Farei o meu voto de pobreza por o reino dos Céus, com todas as suas renúncias e exigências até essa atitude de total desprendimento, semelhante à de Cristo, que quero atingir!...
E se tudo isto já é tão custoso, ainda me resta o voto de Obediência, não mais fácil, pois com ele tenho que me oferecer a total entrega da minha vontade, submetendo-me aos superiores através dos quais me chegará a vontade do Pai. Foi com esta vontade e obediência que levou Jesus a morrer na Cruz!...
É fácil compreender que este caminho não vai ser de rosas!... Apesar de tudo unirei o meu “SIM” ao de Cristo, para que a minha obediência seja redentora.
São muitas as renuncias assim como as dificuldades que encontrarei na missão especifica de Serva de Maria, ao lado dos enfermos como na vida comunitária!...
Na verdade, não é que eu não me sinta capaz de viver esta vida evangélica!...
Mas posso dizer que também sinto o peso da minha debilidade e se alguma vez duvidei em dar este passo isso aconteceu somente por minha pequenez e, talvez, medo de não LHE ser fiel!...
Tudo isto foi solucionado com o abandono nas mãos d’Ele, com uma confiança inesgotável no seu amor, na sua graça e fidelidade que não me faltarão!...
«Ponho em Maria a minha confiança, também, para que ela me ensine sua fidelidade e entrega total a Cristo, como Senhora do «SIM».
Sor Antónia Guerra – Tona
Abril 1982

O Meu Carinho e Agradecimento
De repente nas nossas vidas nos chama a atenção uma presença constante e a miúdo silenciosa. Os que tivemos a felicidade de ter descoberto a Cristo vivo, revolucionário e transformante, não podemos ser outra senão ser «ELO». Elo de Deus... Confessar a Cristo entre os homens, é uma condição, mas também implica uma renúncia da própria vida pela Sua.
Ter os mesmos sentimentos de Cristo, é fazer-se como ele caminhante e recolher o homem de entre os mil caminhos da vida, curar-lhe a tratar-lhe das suas feridas mais profundas e das suas insuportáveis dores ... É preferir caminhar ... Estar sempre na rua ... partindo despojados de toda a acomodação e bem-estar que, geralmente, os outros levam consigo em todos os tempos e lugares.
Os Convívios-Fraternos comemoram este ano o 25º aniversário e, com «eles», de alguma maneira, todos celebramos esses 25 anos de Vida Nova. Se recordarmos hoje o nosso passado com carinho e agradecimento, não só por justiça, mas também por gratidão e se, sobretudo acreditamos n’Ele, é porque um dia fizemos a experiência dum convívio-Fraterno. Assim hoje, Deus é o Senhor da nossa história.
E, por isso, queremos segui-l’O e abrir no mundo caminhos de esperança. Porque estamos convencidos de que vale a pena seguir pelas mesmas pisadas de Cristo e porque foi no nosso convívio que o descobrimos, a festa dos 25 anos dos Convívios, é também a nossa festa.
Ir. Tóna, 27º CF  

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“Deixei também as minhas redes e o meu barco” para o seguir
Felicidades Convívios Fraternos. pelos teus 1000 C.F.! Parabéns e um Bem-haja ao Pe. Valente pela sua “força e constância” cm fazer tanto bem à igreja no seu trabalho com os jovens.
Sabes, eu sou a Tóna Guerra do 27º C.F. Dou graças a Deus Pai, porque me convidou a seguir o seu Filho, Jesus Cristo, para uma entrega a Deus e ao serviço da humanidade no serviço específico do “meu carisma”: servir aos doentes nas suas próprias casas ...
E, também eu estou no meu “ano jubilar”, 25 anos de vida consagrada.
Tinha 21 anos quando deixei “as minhas redes, o meu barco”. Um dia do mês de abril de 1979.
A minha mãe disse-me antes de sair de casa pela última vez: - filha que sejas boa religiosa, que sejas feliz, e, já sabes que uma freira triste é uma triste freira. ·
O meu pai limitou-se em dizer que a porta por onde saía ficava aberta em caso de ver que o meu caminho não era aquele.
Entretanto não encontrei o Senhor só aos 21 anos; o Senhor ia-me “modelando” pouco a pouco.
Cresci numa família de 7 irmãos. Era a segunda mais velha e aos mais velhos sempre toca ser o braço direito da mãe. A verdade é que sentia um instinto natural de querer ajudar. Mas sentia que Deus Ia-me cada vez mais chamando, até que cheguei ao ponto de pensar: - Por quê não entregar-me toda ao AMOR?!...
Um dia cheguei a casa bem-disposta do trabalho...
Era a hora de dizer aos meus pais a minha decisão:
De dizer “SIM” ao AMOR de DEUS.
Agora que já Lhe podia dizer “SIM” fui tentando resistir ao Seu apelo.
Porquê precisamente a mim?
Porquê não a outra mais valente, com mais estudos, mais simpática do que eu? ...
Será que não vês que não sirvo? - É que na verdade não estava dentro dos meus projetos ser religiosa.
Apesar da minha resistência, Jesus foi-me conquistando sem dar razões, sem explicar porquê. Simplesmente dizia: - Tóna, quero que venhas comigo.
O que ao princípio parecia um sacrifício enorme (abandonar a família, não ter filhos do próprio sangue, distanciar-se dos amigos...), tudo isso que parecia marcado como negativo, como cruz, renúncia e sofrimento, foi tudo o contrário. O consolo de sentir-me chamada, :1 Paz e a Alegria de estar com Ele, foram crescendo de tal maneira que o desejo de ir com Jesus, porque Ele queria, facilitou-me dar o passo para entrar na Congregação das Servas de Maria Ministras dos Enfermos.
No Convento encontrei um novo lar, onde realmente me sinto em casa.
Preparei-me tirando o curso que me atraía - enfermeira - que serve também para o nosso “ministério” apostólico.
Repassando estes 25 anos de Vida Consagrada, em poucas palavras posso dizer-vos que: VALE a PENA SER FREIRA, é FIXE!!!
Ser a mão consoladora de Deus para animar, confortar,’’ fortalecer, curar ... Que missão bela e maravilhosa! ...
Tu, jovem, que sentes o apelo ele Deus convidando-te a seguir Jesus Cristo, não hesites. SEGUE-O com a determinação dos Apóstolos, que imediatamente deixaram as redes, deixaram tudo para O seguir.
Podeis contar com a certeza da minha oração.
Tóna Guerra de Pinho, 27º C.F.

A Desventura da Droga
Encontrava-me de assistência num hospital, quando internavam uma jovem.
Passou uma enfermeira por mim, e disse-me:
Irmã, acaba de entrar uma drogadazita… Que juventude! (dizia com cara de desprezo).
As horas vão passando e a noite vai avançando. Entretanto… ouve-se um murmúrio pelos corredores. – Alguém me chama. Irmã, venha. Saio, e encontro a maioria dos doentes a “espectadores”.
A protagonista era a Mercedes, que mais tarde me disse, com muito carinho, o seu nome.
Podeis imaginar o que é depois do injetar-se, tomar ainda uma boa dose de pastilhas (calmantes), estas roubadas na farmácia, quando viu que tudo estava disperso e tranquilo.
Vejo o panorama e fico sem saber o que fazer. Mas não podia ficar parada em tais circunstâncias. Avanço entre os doentes e vou convencendo a Mercedes a que me acompanhe. Todos sabiam atirar-lhe pedras… e a pobrezita, envergonhada, por os insultos que lhe davam… não queria que a acompanhasse. Felizmente chegamos de novo ao seu quarto e entrei em contato mais íntimo com ela. E… depois de uma longa conversa, perguntei-lhe porque tomou as pastilhas. Respondeu-me: - É o meu corpo, irmã, este desgraçado corpo que me pede e não há obstáculo que lhe resista. E continuou:
Não podes imaginar as barbaridades que tenho realizado para obter essa porcarias, as mais baixas e repugnantes!...
Esta vez, tem que ser a última (dizia chorando). Sabe, Irmã, já me levaram várias vezes à polícia; já sou conhecida deles e sempre me mandam para casa, sempre lhes prometo que jamais me drogarei. Mas, quando consigo libertar-me… me aparece à volta da esquina, e… é preciso ter força, muita força para dar-me conta de que tudo isso é uma porcaria. E adormeceu dizendo isso.
Mercedes tinha fome de ser escutada, de ser compreendida, de ser amada. Abandonei o seu quarto pensando naquelas palavras de “Bougand”. “A oração é a confissão de uma impotência que espera”, e simplesmente rezei, orei intensamente ao Senhor para que remediasse a minha impotência; ao mesmo tempo o Senhor me ia inspirando algo que eu passava para o papel.
E à hora de abandonar meto-lhe o papel debaixo da almofada e vou para o convento.
No outro dia, quando chego ao hospital, vejo a Mercedes nas escadas. Quando me vê corre para abraçar-me, agradecendo o papel que lhe tinha escrito… e dizia: “Vou guardar esta carta como ouro em pano”.
Amigos convivias, não é preciso ser religiosa para fazer felizes as pessoas que possam passar pela nossa vida. Não negues nunca o teu sorriso. Alguém dizia: um sorriso não custa nada, mas vale tanto!
Deus ama a todos, amemos também nós a todos por meio de Cristo.
Irmã Tona – 27º

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